Rendida
Tenho ciúmes ao domingo, e sábado de manhã. Tenho ciúmes nas férias de setembro. Sinto uma pedra no coração que me pesa, que me arrasta. Deixa-me a boca seca, as mãos suadas e sem reação. Tenho só de pensar. Tenho quando não me abraças e quando não sinto o calor do teu corpo. Quem diz que é preciso uma alma triste para escrever engana-se. O ar a bater no meu rosto com o cheiro das árvores e da selva, meu deus. A sensação dos olhos fechados, a música isso ninguém me tira. Poder fazer isso ao teu lado é só o que eu quero Ai, que coração mole o meu. Rebento de ciúmes de não te poder tocar, de estar tão perto e tão longe ao mesmo tempo. De te resistir. Podera eu beijar-te com as duas mãos na cara. Sentir o calor do teu corpo. Ter a tua mão entre as pernas. Amar-te nestas espreguiçadeiras. Beijar-te nessa banheira. Dormirmos despidos e acordarmos rendidos. É assim, o desejo de ti.