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Showing posts from April, 2015

Go alone.

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O que seria de nós se vivêssemos no escuro. Um dia teríamos de aprender a andar nele. Se não tivéssemos nada que nos pertencesse. Como é que nos iríamos reconhecer a nós mesmos. Um dia teríamos de aprender a andar nele. Sozinhos ou acompanhados. Porque andar com um inimigo no escuro é melhor do que andar sozinho. Não estamos longe de abandonar o significado das palavras, amigo e inimigo, ambos preenchem-se e as pessoas nunca irão saber qual deles usar, quando e como ou porquê. E por um simples deslize estraga dias de trabalho que pareceram anos, depois disso aquela amizade que há dias parecia inquebrável hoje vai desvanecendo-se aos poucos, faz perder a pouca confiança que restou e destrói o que sobrou de nós. Irónico a quantidade de coisas que dizemos da boca para fora, coisas que não era suposto ninguém saber. Coisas que juramos não contar a ninguém. Da maneira que perdemos aquilo que uma vez foi indispensável. Da maneira que esquecemos os que continuaram constantemente con...

Utopia

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A brisa do mar, toda a familiaridade, a atração impossível. Resultado disto é o pecado, a pior forma para exprimir o que quer que seja. O desejo de obter o utópico. Correr atrás do impossível. É como ter super-poderes e não usa-los devido à forma como nos expõem. Da maneira que nos evidenciam o pouco e fraco desejo de viver. Aquele ar desesperado de acabar sozinho num mundo tão grande. A simples natureza que nos obriga a exercer cada e simples regra. A necessidade de nos sentirmos precisos, necessários, desejados. O desespero de sermos observados. Os defeitos impostos pela sociedade como se lhes estivéssemos a dever eternamente. E isto tudo para que no fim seja tudo em vão.