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Hoje escrevo-te porque não aguento uma semana sem te tocar. Não aguento uma semana sem me aconchegar nos teus braços. Não aguento não acordar com a tua pele a tocar na minha. Porque custa-me muito resistir-te sempre que estás à minha frente. Custa me não te poder tocar. Não te poder beijar. Não te olhar como eu quero. Não ir de férias contigo. Não adormecer contigo. Não viver tantas coisas contigo. Porque fazes o meu coração bater rápido. E o meu corpo pede pelo teu. Porque sempre que estou contigo fico serena, pura. Despida de todos os preconceitos e medos. Porque tudo o que há para ver eu quero te mostrar. Tudo o que há para criar eu quero que seja contigo. Tudo o que há para sentir eu quero que sintas comigo. 

Tantos e todos os toques que já senti e todas as vezes que me despi, por todas as vezes que rolamos em todas as partes desta casa, por todos os cantos desta cidade que percorremos. O mundo é tão pequeno para aquilo que nós vivemos. Há dias em que me apetece sair à varanda e gritar ao mundo o quão te amo. Mas nem baixinho o consigo dizer por medo de tantas coisas que desconheço. Mas que certo é, é. Eu amo-te sem o saber dizer em voz alta. Porque amo tudo o que fazes, a maneira como tocas e o cheiro que deixas. Porque o meu coração acelera quando te aproximas e as minhas mãos aquecem. Porque o meu corpo vira um íman do teu.

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