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Na minha cama

Hoje deito-me nua nos lençóis que nem são brancos porque sei que tu não vens. Hoje durmo mais tarde porque tiraste-me o sono. Hoje relembramo-nos o que era sentir prazer. O teu cheiro, a tua proximidade, ver-te assim só para mim fez-me respirar, coisa que já não fazia há mais especificamente vinte dias. Hoje o meu coração sossegou.  Se tu soubesses a paz que se apoderou de mim. Hoje, apaixonei-me novamente e percebi exatamente o porque destes últimos dias terem sido um sofrimento para mim. Cada toque, cada gesto e cada beijo hoje fez-me sentir grata por ti. Por te conhecer e por partilhares o teu mundo comigo. Hoje fizeste-me querer-te ainda mais e mal sabes tu o quanto eu te quero.  Fodasse que feliz que vou para a cama. 

Lembrete

Dei por mim louca à procura de uma data para te escrever. De um dia especial para leres. Esqueci, porque todos os dias são bons para te amar. Todos os dias que te amo um pouco mais fazem-me sofrer mais um pouco nos dias em que não te posso amar. Leva-me sempre às Calles onde te pude agarrar na mão sem pensar no que quer que fosse. Eu sentia-me plena. Eu nem sã estava porque foi tudo tão surreal. Foi tão radical que nem eu sabia que tinha tanta força para te amar e procurar. E isto para te lembrar que preciso de ti ao meu lado.  Quero viver contigo. 

até já.

Estou sentada no muro para poder ver o mar mas olho para o teclado para te poder escrever. Três dias que soube a férias, eu é que não sabia o que isso queria dizer. Bebo enquanto escrevo e olho para o lado. O terceiro dia foi o mais sentido. Enquanto isto vejo-te à minha frente. No terceiro dia deixei de ter medo de mim. A viagem para cá de hora e pouco fez com que eu tivesse de conversar comigo mesma e sim tenho medo ou receio de mim. Deixei de ter. Nem eu sei a razão. Estar sozinho é saber estar sozinho. Ganhei coragem. Não estava ninguém aqui para desempatar, para ajudar ou para decidir. Tive de decidir e rápido. O jantar está pronto. Escrevo-te a ti sobre mim porque é a nossa ligação, tu lês sobre ti e hoje vais ler sobre mim.  Comi pão com manteiga antes do jantar. Faz me sempre lembrar de ti. Sinto-me mais livre mas ninguém sabe porquê. Hoje decidi tomar uma decisão de uma vez por todas. O que fazer aos dias que sobram. Comi lasanha num caixa à beira mar onde os meus pés toca...

Copo cheio

Oiço o silêncio da tua voz e a água a bater em terra. O meu peito está cansado. Os cantos dos meus labios puxam para baixo porque não encontram os teus. A minha mente joga-me demasiadas farsas. O meu pensamento não pára e o que eu dava para ele parar só um pedaço do tempo. Queria ser tua para além do que sou. Que raiva este sentimento que cabe em mim. Agora oiço o silêncio mas queria-te ouvir a ti. Não sei o que chamam a isto ou dizem que é mas eu vou esperar nem que seja só para te ver. Porque isto dá aperto no coração. Faz-me respira fundo. Deixas-me noutro mundo. Querer sem querer saber o que irei sofrer é querer demasiado alguém para não ter. Que sopro tão profundo esse que vem quando me agarras nos braços sem saberes o que tem. Os meus olhos beijam-te o corpo quando está virado para mim e a alma encosta-se a ti para me fazeres sorrir. 

Olhar-te

Eu gosto de te olhar. E quando sorris? Meu Deus! O teu sorriso é irresistível. Gosto de te ver mesmo que seja de longe, a química, toda a diversão que passas para fora de ti. Digamos que és fantástico. E digamos que me derreto todas as vezes que estou aqui. Sou uma miúda apaixonada que não quero mais nada.  Não falando da parte que me toca a mim em todos os sentidos. Fazes me sentir ainda mais miúda. E espero fazer-te sentir o mesmo. Um sonho que me atormenta há tanto tempo que me deixa excitada só de pensar o dia em que me possas beijar numa cama que é grande o suficiente. Que não é minha, mas que é feita para nós.  É tão bom sentir o teu cheiro quando estás aqui mas quando vais continuas lá porque ficas comigo. Fico a pensar no que poderíamos fazer juntos. Fico a imaginar nas viagens que levo encostada a ti.  Escrevo-te porque escrito ninguém pode apagar e para saberes que em mim podes contar.  E se eu pudesse todos os dias dizer e fazer o que mais quero deixar-te-...

Lejos

Hoje estou a ver a mesma lua que tu mesmo que a kilómetros de distância. Mas eu sinto a brisa do Rio que tu conheces. Um tempo tão ameno que me leva de volta à nossa primeira noite com os pés na areia. E eu só te quero fazer sentir aquilo que estas palavras tiverem para te dizer. Nestes momentos em que tu não estás surge um vazio que me deixa a pensar. Para além da tua presença constante em tudo o que me rodeia eu continuo a sentir-te em falta. É neste vazio que tu entras. Plenitude é o sentimento que me abafa desde que me apareceste na vida.  Tenho filmes na cabeça para o momento em que te irei ver. Corre-me pelas veias a adrenalina de te poder saltar para os braços e nunca mais largar. Beijar-te sem ter de olhar e respirar só quando precisar. Ainda que longe sinto a tua pele quente que me faz sentir arrepios e o teu cheiro que desperta tudo o que há em mim para ti. Todos os pensamentos levam-me a uns lençóis brancos que nada me dizem mas que lá estarão para em te poder amar. Numa...

Fui ver o mar.

Hoje olhei o mar porque precisava de ti. O mar não me quis falar só ouviu. Já não sabia como era este sentimento. Mas eu sabia que estava incluído na caixinha transparente que vinha contigo. Que chatice ter de sentir isto de novo. Não, não estou bem. Mas vou ficar quando te voltar a olhar. Que raiva deste sentimento que ninguém convidou. Sinto-me apertada e nervosa e não sou eu. Sinto-me longe e este longe é mais longe porque cria uma barreira mesmo à frente dos meus olhos. Mas o mar também faz promessas e as promessas não se contam. Deixa o mar acabar e logo hei de te contar. Porque enquanto houver mar eu também hei de te amar.