Fui ver o mar.
Hoje olhei o mar porque precisava de ti. O mar não me quis falar só ouviu. Já não sabia como era este sentimento. Mas eu sabia que estava incluído na caixinha transparente que vinha contigo. Que chatice ter de sentir isto de novo. Não, não estou bem. Mas vou ficar quando te voltar a olhar. Que raiva deste sentimento que ninguém convidou. Sinto-me apertada e nervosa e não sou eu. Sinto-me longe e este longe é mais longe porque cria uma barreira mesmo à frente dos meus olhos. Mas o mar também faz promessas e as promessas não se contam. Deixa o mar acabar e logo hei de te contar. Porque enquanto houver mar eu também hei de te amar.
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