Copo cheio
Oiço o silêncio da tua voz e a água a bater em terra. O meu peito está cansado. Os cantos dos meus labios puxam para baixo porque não encontram os teus. A minha mente joga-me demasiadas farsas. O meu pensamento não pára e o que eu dava para ele parar só um pedaço do tempo. Queria ser tua para além do que sou. Que raiva este sentimento que cabe em mim. Agora oiço o silêncio mas queria-te ouvir a ti. Não sei o que chamam a isto ou dizem que é mas eu vou esperar nem que seja só para te ver. Porque isto dá aperto no coração. Faz-me respira fundo. Deixas-me noutro mundo. Querer sem querer saber o que irei sofrer é querer demasiado alguém para não ter. Que sopro tão profundo esse que vem quando me agarras nos braços sem saberes o que tem. Os meus olhos beijam-te o corpo quando está virado para mim e a alma encosta-se a ti para me fazeres sorrir.