Apanha-me
O tempo passa e eu conheço-te cada vez mais. Nem sabes as tempestades que vão dentro de mim, perdi-lhes a conta. Só me quero sentar e olhar, quero respirar. Deixa-me respirar-te! Ajuda-me a respirar. Dá-me tudo aquilo que eu não tenho! Porque o suor antes da batalha tu já me dás.
Fala comigo disto e daquilo, diz me tu o que fazer, porque foste tu que me guiaste até aqui. Foram os teus passos que eu segui. Foi a tua voz que me chamou. Foram os teus olhos que me olharam. Foi o teu cheiro que eu senti.
Mas é a ti que eu te sinto. Meu Deus, quando eu te vi. Dás-me ânimo e sossego ao mesmo tempo que me tiras do sério e me dás pânico. Um dia digo-te o que os meus olhos vêm, o que a minha alma diz e o que o meu coração se queixa.
Queria-te à beira mar comigo. Sei que ouvir as ondas e ouvir-te a ti não seria demasiado para mim. Arranca-me esta ansiedade de seres meu e manda-a com as ondas. Nas ondas vou-te eu apanhar quando souber nadar.
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