Champanhe para dois

Escrevo-te. Escrevo-te sóbria. Escrevo-me nestas linhas que só tu pode ler, só tu podes perceber. A ti. Eu só sei que te escrevo esta carta porque esta carta tem linhas de mim, de ti e linhas de mim em ti. Se palavras num papel fossem suficientes para te ter escrevia livros com pressa de não te perder. Mas ter-te não deixa de ser um desafio, ter-te não existe porque eu não te tenho, mas mesmo assim não deixas de ser meu. Eu tenho-te nos meus braços por momentos que parecem só fazer parte do passado. Mas não posso escrever te para o passado, nem para o futuro, só posso escrever para ti. Partilho-me contigo e sou tua enquanto me quiseres, enquanto me tiveres.
Fala comigo, fala me de amor... fala-me de ti. Diz-me, diz-me onde me queres, diz-me como me queres, mas diz-me ao ouvido pois eu também te digo.. digo-te que te quero, e quero-te cada vez mais, digo-te o quanto quero que me queiras, que me desejes, porque eu desejo-te fodasse!
Diz-me que me queres sem roupa ou diz-me que ma tiras.. Diz-me que me queres só para ti e contigo me queres, porque eu quero-te como for. Diz-me quem me roubou o que eu
tinha no peito. Pois foste tu... Mas diz-me que horas são meu coração...

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