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Saber que esperas

Saber que esperas por mim. E que esperas algo de mim. Algo me disse que não era altura. Alguém me disse que o previsível é uma seca. Alguém me disse que procurou nas minhas palavras. Saber que anos passam desde que aprecio os teus beijos. Anos onde se mantém este desejo. Desejo de te querer eternamente. Desejo que cresce. Desejo que não obedece. Desejo que te quer e eu só posso concordar. Te quer quando chove e quando faz sol. Te quer quando acordo e tiro a chave da porta para poderes entrar. Te quer a meio da tarde quando só eu te quero respirar. Te quer no início da noite cansada. Te quer no fim da noite desesperada. Este desejo que consegue encontrar em ti tudo o que quer. Desejo que quer mais anos para te poder conhecer.  Lembrar aquele primeiro dia onde as tuas mãos deslizavam no meu corpo. Sentir a pele arrepiada. Lembrar quão rápido o coração batia. Os nossos lábios já se conheciam. Foi nesse dia que percebi o que queria. Querer te eternamente na minha vida. Beijar te ao aco...

Tanto

Temos tanta coisa para ainda fazermos juntos. Tantas histórias para te contar. Quão mais tempo passa mais certezas eu tenho. Os medos crescem e as certezas também. Horas que deixam de contar. Dias que eu quero eternizar. Momentos como este nos teus braços. Quero saborear. Quero perder-me nas vezes que te beijo. Quero perder me nas vezes que te toco. Nas vezes que me olhas. No braços que me querem. Quero sentir-te de mais perto. Quero isto só para mim. Saber que adormecer nos teus braços deixa de ser um momento para ser para sempre. Deixar de contar os minutos. Aguentar os segundos. Querer te sem limites. A vida tem tudo isto guardado para nós. E eu tenho o coração cheio de vontade de te amar, tanto. 

Acordar.

 Acordar como se num sonho. Acordar com o teu cheiro. E sentir o teu toque. Acordar com a cama desfeita e com o teu toque. Acordar a sentir a tua pele. Acordar a sentir-te debaixo daqueles lençóis. Com as tuas mãos a percorrerem o meu corpo, o teu corpo junto ao meu. O teu respirar a competir com o meu. Que sonho é este. Que sonho é este onde eu te vejo junto a mim. Os teus lábios que se sentem no meu corpo e o calor que tu provocas. Quem me dera poder contar as vezes que tu me tocas.

Quero

Quero contar ao mundo o quão orgulhosa me deixas. Quero te agradecer por seres O homem. O homem que me fez mulher. O homem que me mostrou o mundo, o homem que me mostrou o caminho. Tanto para te agradecer que nem sei por onde começar. Sei que todas as minhas escolhas foram intencionais para cruzar o teu caminho. Quero que saibas o quanto te admiro. Por me fazeres acreditar no impossível, por me mostrares que as coisas não se conseguem sozinhas e que a luta só depende de nós. Quero que saibas que conseguiste. Que sei tudo o que querias, que sou a pessoas que sou no dia de hoje graças a ti.   Que viagem incrível ao teu lado. Aprendi meio mundo só de te acompanhar. Deixaste me acreditar que por mais que estivesses lá eu conseguia sozinha. Por mais que eu quisesse a tua companhia. Eu já tinha valor por mim própria. E isto tudo se deve a ti. Porque és tu, assim, como és. És este que eu quero. Que eu amo. Que admiro. E não te esqueças que me terás aqui para o resto da tua vida, a acompan...

Mais perto.

 Se tudo fosse possível. Se eu pudesse dizer tudo o que penso. Se eu pudesse viver eternamente agarrada a ti. Volto sempre a ti, como é possível esses olhos não enganarem. Como é possível derreter-me ainda assim.  Se eu pudesse agarrar-me a ti e levar-te para longe.  Estas palavras escritas numa folha de papel que não passam de rascunhos. Estes infinitos pensamentos. Sentimentos que esgotam todas as palavras no dicionário. Saudade mesmo quando estás ao virar da esquina. Saudade das borboletas na barriga. Saudade de te olhar eternamente. Saudade de coisas que estão para vir. Quero ter saudade das tuas mãos ao meu redor. Saudade de te dizer ao ouvido palavras frescas de escrever. Saudade. Saudade que sabe tão bem sentir sabendo que estás aqui. Tão perto que sinto a tua presença. Tão perto de cheirar o teu perfume. Perto o suficiente de podermos cometer uma loucura. Perto o suficiente de saber que ainda não sabemos tudo. Tão perto. De sentir a chama do teu corpo. O toque dos...

Rendida

Tenho ciúmes ao domingo, e sábado de manhã. Tenho ciúmes nas férias de setembro. Sinto uma pedra no coração que me pesa, que me arrasta. Deixa-me a boca seca, as mãos suadas e sem reação. Tenho só de pensar. Tenho quando não me abraças e quando não sinto o calor do teu corpo. Quem diz que é preciso uma alma triste para escrever engana-se.  O ar a bater no meu rosto com o cheiro das árvores e da selva, meu deus. A sensação dos olhos fechados, a música isso ninguém me tira. Poder fazer isso ao teu lado é só o que eu quero Ai, que coração mole o meu. Rebento de ciúmes de não te poder tocar, de estar tão perto e tão longe ao mesmo tempo. De te resistir. Podera eu beijar-te com as duas mãos na cara. Sentir o calor do teu corpo. Ter a tua mão entre as pernas. Amar-te nestas espreguiçadeiras. Beijar-te nessa banheira. Dormirmos despidos e acordarmos rendidos. É assim, o desejo de ti.

Não duvides

Não duvides do meu amor. Não duvides da minha capacidade de te querer. Não duvides da serenidade que todos os dias corre, quando está longe quando está perto. E quando não a vejo, tenho de me esconder. Não duvides das lágrimas que já larguei por ti. Porque são sinceras. Não viste nem metade. Mas vê-las não te faz quereres-me mais. Não duvides dos meus ciúmes. Que me rompem por dentro. Que me rasgam quando jantas, desfrutas, quando beijas, quando abraças tudo aquilo que não sou eu. Não duvides do meu amor porque és o único que o tem.